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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O regresso

Voltei de férias.
Não sei o que me deu mais trabalho, se limpar a caixa de entrada do gmail, ou arrumar as roupas e as tralhas das férias??
É impressionante como vamos acumulando tanta tralha, tantas assinaturas.
Não faço uso de metade, podia ter levado metade da bagagem, que ainda me sobravam peças, no gmail, passa-se exactamente o mesmo, não usufruo de nenhumas das promoções, não leio 1/3 das Newsletteres que assino.
Devo ter mais olhos que barriga, ou então acho que o tempo que tenho de férias é realmente o dobro do que vou na realidade ter. Assim como o tempo passado à frente do pc não é sequer suficiente para ter a caixa de entrada actualizada.
Agora que o meu estatuto mudou, estou no desemprego, a coisa vai com certeza melhorar, já tenho mais tempo para arrumar a casa/PC.
Cá por casa já comecei, estou mais radical, mando fora tudo o que acho que não me serve, se não uso se não usei, seja de vestir ou um utensílio qualquer, lixo/reciclagem!!
No computador vou anular assinaturas que não me acrescentam nada.
Como sou 8 ou 80 tenho que ter atenção, porque vai tudo à frente, calhando anulo também bastantes contactos que por falta de oportunidade ou oportunismo, também já não me contactam.
E não me vou esquecer do facebook, claro está , aí então é uma escandaleira a quantidade de amigos anónimos que temos...jasus!!!!!!!
Acho que isto acontece com muitas pessoas, é quando vimos de férias que queremos ter uma atitude diferente , mais do que no início do ano, por que será??
E o meu blog que andava abandonado há praticamente 3 anos, também o vou recuperar.
Até breve.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vou de férias... com Sophia

Atlântico

Mar
Metade da minha alma é feita de maresia.

Mar
 De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

Espero
Espero sempre por ti o dia inteiro,
Quando na praia sobe, de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda.

As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só para mim.

Dia do mar no ar
Dia do mar no ar, construído
Com sombras de cavalos e de plumas

Dia do mar no meu quarto-cubo
Onde os meus gestos sonâmbulos deslizam
Entre o animal e a flor como medusas.

Dia do mar no ar, dia alto
Onde os meus gestos são gaivotas que se perdem
Rolando sobre as ondas, sobre as nuvens.

Barcos
Dormem na praia os barcos pescadores
Imóveis mas abrindo
Os seus olhos de estátua

E a curva do seu bico
Rói a solidão.

Praia
As ondas desenrolavam os seus braços
E as brancas tombam de bruços.

Lusitânia
Os que avançam de frente para o mar
E nele enterram como uma aguda faca
E proa negra dos seus bracos Vivem de pouco pão e de luar.

Ondas
Onde-- ondas-- mais belos cavalos
Do que estes ondas que vóis sois
Onde mais bela curva de pescoços
Onde mais bela crina sacudida
Ou impetuoso arfar no mar imenso
Onde tão ébrio amor em vasta praia.



( Poemas retirados do livro Mar, de Sophia de Mello Breyner Andersen, CAMINHO.)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Até já!



Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

Vinícius de Moraes

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lisboa em Agosto

Adoro Lisboa em Agosto.
Chegamos a horas a todo o lado, não temos filas de trânsito.
Os transportes públicos circulam a horas e com lugares para nos sentarmos
Há estacionamento com fartura, não há a 3ª fila!!
Não é preciso marca mesa no nosso restaurante preferido.
Não precisamos de ir para o cinema ou teatro 1hora e meia antes, não há filas.
Na nossa mercearia o queijinho fresco e o pão saloio não acabaram, a fruta não está toda amachucada.
Os telefones não tocam.
Da rua não se ouvem buzinadelas.
Respira-se muito melhor, as roupas não ficam a cheirar mal.
As ruas, principalmente dos centros históricos, estão cheias de turistas, mas como são peões e na sua maioria civilizados, torna o passeio agradável e Lisboa está alegre.
Não fora esta crise/gripe sobre as nossas cabeças e eu diria que estamos felizes em Lisboa.
Senhores stressados, malcriados e barulhentos, não voltem, fiquem lá pelos Allgarves ou onde quer que estejam, mas fiquem, Lisboa agradece!

(a foto foi retirada do google)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Eu, vou sentar-me à beira do mar.

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e nao estamos de maos enlaçadas.
(Enlacemos as maos.)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e nao fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as maos, porque nao vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixoes que levantam a voz,
Nem invejas que dao movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagaos inocentes da decadencia.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as maos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.

Ricardo Reis

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fugas a Pé

Para o fim-de-semana, deixo-vos uma sugestão
Se gosta de andar a pé, se gosta de fazer caminhadas, se gosta de desfrutar da Natureza, aproveite amanhã sai com o Público o Livro “Fugas a Pé”.
Para tirar o maior proveito das suas caminhadas quer em termos de saúde, quer em termos geográficos o Dr. Carlos Alberto Cupedo, elaborou um autentico manual para caminhadas.
E nós, amantes da natureza e das caminhadas, desde já agradecemos.




Mais informações aqui