Onde tudo é permitido desde que faça parte da NOSSA VIAGEM. Vamos por onde nos apetecer sem receios, preconceitos ou fronteiras e sempre com música.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
When you are smiling, the whole world smiles whith you.
Ninguém pode estragar o seu dia, a menos que você permita.
O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca do jornal.
O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu o jornal que foi atirado na sua direção.
O amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.
Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
- Ele sempre te trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
- Sim, sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir.
Nós somos nossos "próprios donos".
Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mal humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros.
Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes.
"Os tristes acham que o vento geme. Os alegres e cheios de espírito afirmam que ele canta".
O mundo é como um espelho, devolve a cada pessoa o reflexo dos seus próprios pensamentos.
A maneira como você encara a vida faz toda a diferença!
When you are smiling
ocurre que tu sonrisa es la sobreviviente
la estela que en ti dejo el futuro
la memoria del horror y la esperanza
la huella de tus pasos en el mar
el sabor de la piel y su tristeza
When you are smiling
the whole world
que también vela por su amargura
smiles whith you.
Mário Benedetti
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
O Corneteiro de D. Afonso Henriques
A culpa é mesmo do corneteiro!....
Para quem não conhece a história do Corneteiro:
Nos primeiros tempos da fundação da nacionalidade - tempo do nosso rei D. Afonso Henriques - no fim de uma batalha o exército vencedor tinha direito ao saque sobre os vencidos.
(Saque - s. m. : Acto de saquear. Roubo público legitimado…).
Pois bem, após uma dessas batalhas, ganha pelo 1º Rei de Portugal, o seu corneteiro lá tocou para dar "início ao saque" a que as suas tropas tinham direito e que só terminaria quando o mesmo corneteiro desse o toque para “fim ao saque”.
Mas, … fruto de alguma maleita ou ferimento, o dito corneteiro finou-se, antes de conseguir tocar o "fim ao saque". E.... até hoje, ninguém voltou a tocar “fim ao saque”…
Afinal a culpa é mesmo do Corneteiro....!!!
NÃO HAVERÁ POR AÍ NINGUÉM QUE CONHEÇA O TOQUE ???
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Vamos alterar a tradição de Natal!
Recebi este texto por mail, não sei de quem é a autoria, por concordar com ele aqui está, tal e qual como o recebi.
"Com a aproximação do Natal, as fábricas do gigante asiático estiveram a trabalhar em alta velocidade para fornecer o MUNDO com pilhas monstruosas de bens produzidos bem barato - mercadoria que foi mais ou menos produzida à custa de trabalho ESCRAVO. Este ano será diferente. Este ano, os Portugueses vão demonstrar o dom da sua verdadeira solidariedade para outros os outros Portugueses. Não há mais aquela desculpa esfarrapada de que "nada interessante pode ser encontrado que seja produzido por mãos Portuguesas".
Sim, há!
É altura de PENSAR, de pôr os MIOLOS a funcionar. Quem precisa de MAIS um presente para meter numa gaveta, embrulhado em papel de embrulho chinês? Todo o homem - sim TODOS poderiam receber um BELO CORTE DE CABELO, numa barbearia ou CABELEIREIRO bem PORTUGUÊS!! Falem com os vossos cabeleireiros/barbeiros locais para passarem certificados de presente!! Gosta de GINÁSIO?! É apropriado para todas as idades que estão pensando em melhorar a saúde!!
Quem não gostaria de receber uma lavagem personalizada para o seu carro ficar num brinquinho? Pequenas lojas de lavagens de carro gostariam de vender-lhe um certificado de presente ou um livro de certificados de presente.
Você é um daqueles extravagantes DADORES DE PRENDAS que pensam que nada de melhor há do que uma TV de ecran plano feito na China? Talvez a sua GARAGEM LOCAL lhe gostasse de vender um PRESENTE como por exemplo um livro de senhas com qq coisa grátis? Ou a relva aparada para o verão, ou jogos no campo de golfe local?
Há um Milhão de proprietários de restaurantes que provavelmente vão achar BOA IDEIA passar certificados de presente oferta para refeições!! E, se você não é do género de comer fora todos os dias, que tal um café da manhã e meia dúzia de pequenos-almoços na pastelaria local? Reparem, pode-se criar uma cadeia Nacional de presentes locais, destinados a AJUDAR a ECONOMIA LOCAL, em vez de alimentarmos os GIGANTES que nos sufocam!
Quantas pessoas não poderiam usar uma mudança de óleo para o seu carro, ou moto, feita numa pequena oficina com trabalhadores portugueses?
Está a pensar num presente do coração para a mãe? Aposto que a Mãe AMARIA os serviços de uma empresa de limpesa local local para um dia, ou MAIS!!
O meu computador podia levar um upgrade, e eu sei que posso encontrar algum jovem que está a lutar para conseguir que o seu negócio de reparação e montagem de PC's funcione.
OK, você estava à procura de algo mais pessoal. Existem certamente muitos artesãos locais a tricotar os seus próprios lenços e cachecóis, bem como naprons... tudo com bela qualidade Portuguesa!! Fazem jóias, cerâmica e caixas de madeira bem bonitas.
Planeie passeios em família comendo em restaurantes locais, e aproveite para comprar algum bom artesanato para oferecer! E, que tal sair para ver um jogo ou um teatro na sua cidade? Ofereça bilhetes para um espectáculo da sua zona!
Músicos também precisam de amor, assim que encontrar um local que apresenta bandas locais.
Como podem ver, o Natal não precisa de ser uma drenagem dos bolsos dos Portugueses, para que a China possa construir outra cidade brilhante. O Natal passa a ser 'importar-nos com' Portugal e com os POSTOS DE TRABALHO DOS PORTUGUESES, encorajando as pequenas empresas Portuguesas para continuar a trabalhar para seguir os seus sonhos. E, quando nos preocupamos com outros Portugueses, estamos a preocupar-nos com as nossas comunidades, e os benefícios vão voltar para nós de maneira que não podemos ainda imaginar.
E já agora, se for possível, comprem no comércio tradicional da nossa terra.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Someone like you
Quando ao fim de dezoito anos de "namoro" o nosso homem (que é musico) nos diz :" esta é a musica que eu gostava de ter feito para ti", no minimo temos de ficar muito felizes e agradecer.
Alguém Como Você
Venho procurando há muito tempo
Por alguém exatamente como você
Tenho viajado ao redor do mundo
Esperando por você chegar
Alguém como você
Faz tudo valer a pena
Alguém como você
Me deixa satisfeita
Alguém exatamente como você
Eu tenho viajado por uma estrada difícil
Baby, procurando alguém exatamente como você
Eu estive carregando minha carga pesada
Esperando pela luz vir brilhando
Alguém como você
que faz tudo valer a pena
Alguém como você
que me satisfaz
Alguém exatamente como você
Eu tenho pesquisado...
para saber onde você está
Eu subi e desci estradas
Em todos os tipos de terras estrangeiras
Alguém como você
que faz tudo valer a pena
Alguem como você
Me deixa satisfeita
Alguém exatamente como você
Estive ao redor do mundo
Marchando na batida de um diferente tambor
Mas só há pouco percebi
Que o melhor ainda está por vir
Alguém como você
que faz tudo valer a pena
Alguem como você
Me deixa satisfeito
Alguém exatamente como você
Alguém exatamente como você
Alguém exatamente como você
O melhor ainda está por vir
Ohhhh o melhor ainda está por vir
Alguem exatamente como você
Van Morrison
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Quem deve a quem??


Um cidadão alemão escreveu uma carta aberta aos gregos, publicada na revista Stern. Um grego, Georgios P. Psomas respondeu-lhe pondo os pontos em todos os iis.
Esta troca de correspondência já data de 2010. Georgios conta-nos aquilo que toda a imprensa europeia cala. Merece ser lida, sobretudo por todos aqueles que têm tratado os gregos como culpados de tudo, incluindo o pecado original. Por aqui se vê porque é que a Alemanha deixou que os países pobres da Europa se endividassem e ficou caladinha, a sua indústria e os seus bancos estavam a crescer à conta do nosso endividamento.
Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia
Os gregos, que primeiros fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves
Caros gregos,
Desde 1981 pertencemos à mesma família.
Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.
Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos.
O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.
No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo
Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.
Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.
Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!
Walter Wuelleenweber
Resposta de Georgios Psomás
Caro Walter,
Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não "empregado público" como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.
O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.
Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes "comissões" aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.
Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de verdade, de prosperidade, da justiça e do correcto.
Estimado Walter,
Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. Quer dizer mais de 50 anos desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.
Estas dívidas, que só a Alemanha até agora resiste a saldar com a Grécia (a Bulgária e a Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:
1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.
3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoações inteiras, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., etc.).
6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.
Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.
Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.
Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as quais têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por aí vos vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?
Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes "compatriotas" da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.
Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que só jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
E, finalmente, Walter, devemos "acertar" um outro ponto importante, já que vocês também são devedores da Grécia:
Exigimos que nos devolvam a civilização que nos roubaram !!!
Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nosos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.
E exijo que seja agora!!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.
Cordialmente,
Georgios Psomás
Esta troca de correspondência já data de 2010. Georgios conta-nos aquilo que toda a imprensa europeia cala. Merece ser lida, sobretudo por todos aqueles que têm tratado os gregos como culpados de tudo, incluindo o pecado original. Por aqui se vê porque é que a Alemanha deixou que os países pobres da Europa se endividassem e ficou caladinha, a sua indústria e os seus bancos estavam a crescer à conta do nosso endividamento.
Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia
Os gregos, que primeiros fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves
Caros gregos,
Desde 1981 pertencemos à mesma família.
Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.
Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos.
O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.
No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo
Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.
Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.
Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!
Walter Wuelleenweber
Resposta de Georgios Psomás
Caro Walter,
Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não "empregado público" como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.
O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.
Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes "comissões" aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.
Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de verdade, de prosperidade, da justiça e do correcto.
Estimado Walter,
Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. Quer dizer mais de 50 anos desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.
Estas dívidas, que só a Alemanha até agora resiste a saldar com a Grécia (a Bulgária e a Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:
1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.
3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoações inteiras, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., etc.).
6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.
Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.
Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.
Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as quais têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.
Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por aí vos vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?
Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes "compatriotas" da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.
Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que só jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
E, finalmente, Walter, devemos "acertar" um outro ponto importante, já que vocês também são devedores da Grécia:
Exigimos que nos devolvam a civilização que nos roubaram !!!
Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nosos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.
E exijo que seja agora!!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.
Cordialmente,
Georgios Psomás
Subscrever:
Mensagens (Atom)


