segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Boas Festas

A menina dos fósforos
Estava tanto frio! A neve não parava de cair e a noite aproximava-se. Aquela era a última noite de Dezembro, véspera do dia de Ano Novo. Perdida no meio do frio intenso e da escuridão, uma pobre rapariguinha seguia pela rua fora, com a cabeça descoberta e os pés descalços. É certo que ao sair de casa trazia um par de chinelos, mas não duraram muito tempo, porque eram uns chinelos que já tinham pertencido à mãe, e ficavam-lhe tão grandes, que a menina os perdeu quando teve de atravessar a rua a correr para fugir de um trem. Um dos chinelos desapareceu no meio da neve, e o outro foi apanhado por um garoto que o levou, pensando fazer dele um berço para a irmã mais nova brincar.
Por isso, a rapariguinha seguia com os pés descalços e já roxos de frio; levava no avental uma quantidade de fósforos, e estendia um maço deles a toda a gente que passava, apregoando: — Quem compra fósforos bons e baratos? — Mas o dia tinha-lhe corrido mal. Ninguém comprara os fósforos, e, portanto, ela ainda não conseguira ganhar um tostão. Sentia fome e frio, e estava com a cara pálida e as faces encovadas. Pobre rapariguinha! Os flocos de neve caíam-lhe sobre os cabelos compridos e loiros, que se encaracolavam graciosamente em volta do pescoço magrinho; mas ela nem pensava nos seus cabelos encaracolados. Através das janelas, as luzes vivas e o cheiro da carne assada chegavam à rua, porque era véspera de Ano Novo. Nisso, sim, é que ela pensava.
Sentou-se no chão e encolheu-se no canto de um portal. Sentia cada vez mais frio, mas não tinha coragem de voltar para casa, porque não vendera um único maço de fósforos, e não podia apresentar nem uma moeda, e o pai era capaz de lhe bater. E afinal, em casa também não havia calor. A família morava numa água-furtada, e o vento metia-se pelos buracos das telhas, apesar de terem tapado com farrapos e palha as fendas maiores. Tinha as mãos quase paralisadas com o frio. Ah, como o calorzinho de um fósforo aceso lhe faria bem! Se ela tirasse um, um só, do maço, e o acendesse na parede para aquecer os dedos! Pegou num fósforo e: Fcht!, a chama espirrou e o fósforo começou a arder! Parecia a chama quente e viva de uma candeia, quando a menina a tapou com a mão. Mas, que luz era aquela? A menina julgou que estava sentada em frente de um fogão de sala cheio de ferros rendilhados, com um guarda-fogo de cobre reluzente. O lume ardia com uma chama tão intensa, e dava um calor tão bom! Mas, o que se passava? A menina estendia já os pés para se aquecer, quando a chama se apagou e o fogão desapareceu. E viu que estava sentada sobre a neve, com a ponta do fósforo queimado na mão.
Riscou outro fósforo, que se acendeu e brilhou, e o lugar em que a luz batia na parede tornou-se transparente como tule. E a rapariguinha viu o interior de uma sala de jantar onde a mesa estava coberta por uma toalha branca, resplandecente de loiças finas, e mesmo no meio da mesa havia um ganso assado, com recheio de ameixas e puré de batata, que fumegava, espalhando um cheiro apetitoso. Mas, que surpresa e que alegria! De repente, o ganso saltou da travessa e rolou para o chão, com o garfo e a faca espetados nas costas, até junto da rapariguinha. O fósforo apagou-se, e a pobre menina só viu na sua frente a parede negra e fria.
E acendeu um terceiro fósforo. Imediatamente se encontrou ajoelhada debaixo de uma enorme árvore de Natal. Era ainda maior e mais rica do que outra que tinha visto no último Natal, através da porta envidraçada, em casa de um rico comerciante. Milhares de velinhas ardiam nos ramos verdes, e figuras de todas as cores, como as que enfeitam as montras das lojas, pareciam sorrir para ela. A menina levantou ambas as mãos para a árvore, mas o fósforo apagou-se, e todas as velas de Natal começaram a subir, a subir, e ela percebeu então que eram apenas as estrelas a brilhar no céu. Uma estrela maior do que as outras desceu em direcção à terra, deixando atrás de si um comprido rasto de luz.
«Foi alguém que morreu», pensou para consigo a menina; porque a avó, a única pessoa que tinha sido boa para ela, mas que já não era viva, dizia-lhe muita vez: «Quando vires uma estrela cadente, é uma alma que vai a caminho do céu.»
Esfregou ainda mais outro fósforo na parede: fez-se uma grande luz, e no meio apareceu a avó, de pé, com uma expressão muito suave, cheia de felicidade!
— Avó! — gritou a menina — leva-me contigo! Quando este fósforo se apagar, eu sei que já não estarás aqui. Vais desaparecer como o fogão de sala, como o ganso assado, e como a árvore de Natal, tão linda.
Riscou imediatamente o punhado de fósforos que restava daquele maço, porque queria que a avó continuasse junto dela, e os fósforos espalharam em redor uma luz tão brilhante como se fosse dia. Nunca a avó lhe parecera tão alta nem tão bonita. Tomou a neta nos braços e, soltando os pés da terra, no meio daquele resplendor, voaram ambas tão alto, tão alto, que já não podiam sentir frio, nem fome, nem desgostos, porque tinham chegado ao reino de Deus.
Mas ali, naquele canto, junto do portal, quando rompeu a manhã gelada, estava caída uma rapariguinha, com as faces roxas, um sorriso nos lábios… mor ta de frio, na última noite do ano. O dia de Ano Novo nasceu, indiferente ao pequenino cadáver, que ainda tinha no regaço um punhado de fósforos. — Coitadinha, parece que tentou aquecer-se! — exclamou alguém. Mas nunca ninguém soube quantas coisas lindas a menina viu à luz dos fósforos, nem o brilho com que entrou, na companhia da avó, no Ano Novo.
Hans Christian Andersen

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sofia de Melo Breyner

Poema
A minha vida é o mar o Abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita

Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará

Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento

A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto

Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento

E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Bom fim-de-semana!

A minha amiga Patrícia enviou-me um vídeo delicioso que eu decidi partilhar convosco.
Divirtam-se e tenham um excelente fim-de-semana

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vidinha...

Tenho andado tonta...
As vezes acontecem tantas coisas ao mesmo tempo... No trabalho, várias coisas a acontecer; os amigos, uns a casar outros a separar, outros ainda a morrer (é verdade); em casa, o filho que por ser pequenino ora não dorme, ora tem febre, ora tem gastroenterite, etc; o marido que é professor, como sabem o ensino está cheio de problemas, mas também é musico e não é fácil ser-se artista nesta terra desnaturada...em fim tenho a sensação de que sou um pião, enrolaram a corda à minha volta e lançaram-me, e aqui estou eu a rodopiar sem parar.
Por isso não tenho postado muito, também não me apetece falar do Paulo Bento, do Armando Vara nem da gripe que toda a gente tem, mas ninguém fez o teste!?
Música meus amigos, músicas é no momento o melhor que temos, eu sugiro este espectacular "Concerto para a Paz", realizado no Auditório Nacional de Madrid em 2007.
Fait attention...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Diamantes que matam

Caros amigos,
Soldados do Zimbábue tomaram minas de diamantes, matando e torturando trabalhadores. Esta semana, reguladores do mercado internacional de diamantes terão a chance de banir os diamantes do Zimbábue. Assine a petição para acabar com os "diamantes de sangue" do Zimbábue:

Diga não aos diamantes de sangue aqui


O ditador do Zimbábue Robert Mugabe tomou violentamente as minas de diamantes do país para usar o dinheiro para financiar uma milícia política brutal.
O grupo de países que regula o comércio internacional de diamantes está se reunindo agora na Namíbia para decidir se irão banir os "diamantes de sangue" do Mugabe do mercado internacional.

Nós temos só esta semana para persuadir estes países a tomarem a decisão certa. Precisamos coletar uma enxurrada de assinaturas, elas serão entregues diretamente na reunião na Namíbia. Assine no link abaixo e depois encaminhe este alerta para seus amigos:
http://www.avaaz.org/po/diamonds_for_love_not_hate

Países produtores de diamantes sabem que os seus negócios dependem da reputação dos diamantes, e a crescente preocupação com “diamantes de sangue” ameaça esta reputação. Uma petição global massiva pode mostrar para eles que o mercado internacional não irá mais tolerar “diamantes de sangue”.
Os diamantes do Zimbábue eram extraídos pela população local. Mas nos últimos meses os capangas do Mugabe tomaram brutalmente as minas, matando mais de 200 civis. Uma investigação internacional em julho encontrou “violência terrível contra civis” nas minas.
Os lucros destes "diamantes de sangue" estão sendo usados para financiar uma milícia política que já matou milhares de pessoas no Zimbábue e ameaça o frágil governo unificado do país. Se o Mugabe mantiver controle dos diamantes, ele poderá financiar uma nova guerra.
Todos nós estamos aprendendo que o que consumimos pode afetar as vidas de pessoas do outro lado do mundo. Jóias ou anéis de noivado devem ser um símbolo de amor e não munição para guerras, vamos deixar isto claro para o mercado internacional de diamantes:

http://www.avaaz.org/po/diamonds_for_love_not_hate

Com esperança,
Olinda e toda a equipa Avaaz

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Estou mais rica.

A propósito da nova T-shirt do Cão Azul, hoje de manhã descobri uma pérola.
Vejam só como são as coisas: No facebook, uma pessoa fez um comentário, eu questionei-o, e a resposta foi este senhor, Victor Démé, natural do Burkina-faso!
Se gostam de blues, liguem o som e deliciem-se, pois o que vão ouvir é muito bom.
Bom fim-de-semana.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

DEFICIÊNCIAS




'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

‘Louco’ é quem não procura ser feliz com o que possui.

'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

‘Surdo’ é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

‘Mudo’ é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

'Paralítico' é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.

‘Diabético’ é quem não consegue ser doce.

‘Anão’ é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

' A amizade' é um amor que nunca morre.

Mário Quintana

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A chuva tem destas coisas



Imaginem que estão numa casinha, no meio do pinhal, com um copo de vinho tinto e uma boa companhia...esta musiquinha é aconchegante, não é?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Muita Luz para vocês

Ponto de Luz

Escutando no vento
Tua voz secreta
Que me sopra por dentro
Deixe-me ser só ser

No teu colo eu me entrego
Para que me nutras
E me envolvas
Deixa-me ser só ser

Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma

Um ponto de luz
Que me conduz
Aceso na alma

Por trás dessa nuvem
Ardendo no céu
O fogo do sol rai
Eternamente quente
Liberta-me a mente
Liberta-me a mente

Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma

Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma

(Sara Tavares)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A todos os meus amigos



Hoje...


Hoje acordei com um brilho no olhar,
Um sorriso no rosto e vontade de cantar.

Hoje acordei com esperança renascida
E vontade de entoar uma canção à vida.

Hoje acordei com uma melhor disposição
E com uma estranha alegria no meu coração.

Hoje acordei e vesti uma roupa colorida
E senti-me mais feliz e desinibida.

Hoje acordei e até o sol pareceu mais brilhante
E eu senti-me uma estrela cintilante.

Hoje acordei envolta numa calma sem fim
E com grande tranquilidade dentro de mim.

Hoje acordei, fiz as pazes comigo e o mundo
E senti um alivio muito grande e profundo.

Hoje acordei, não me senti triste nem perdida
E em agradecimento fiz este simples hino à vida.
(Helena Pinto, in Poesia em Rede)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Post muito pessoal


Esta semana, vai ser difícil para mim. É o meu fim de ano. É o momento em que faço uma retrospectiva do que foi o ano anterior. E normalmente fico nostálgica. Ainda não percebi bem se com saudades do que fiz, se arrependida do que não fiz, que é para mim o pior sentimento.
Tenho um certo amargo de boca. Se há alguma coisa importante para mim, são os amigos, mais importantes que a família, quem me conhece bem, sabe que faço amigos para a vida toda. Por isso não entendo nem aceito as pessoas que se fazem passar por amigos para conseguirem alguma coisa e depois do objectivo cumprido, deitam fora as pessoas como se de uma casca de laranja se tratasse.
Mas acabo por ter pena dessas pessoas, por serem tão pobres de sentimentos, por misturarem os planos. Coitados!
À parte desse pequeno amargo de boca tive outras coisas muito boas:
Tenho um filho de 2 anos e que está a descobrir-se e a descobrir o mundo, o que é maravilhoso, cada dia com ele é uma novidade.
Fiz também outras amizades, muito engraçadas inclusive na blogosfera.
Ainda não fui passear para fora, como gosto de fazer todos os anos, mas Barcelona ou Paris antes do fim do ano, vai ter que ser !
Tive saúde, tive emprego (o que nos dias que correm é muito bom).
O meu sporting há-de recompor-se, o Leão é grande.
Foi portanto um ano positivo, tenho que agradecer a todas as pessoas que fazem parte do meu mundo real e virtual, por terem estado por perto.
E agradeço também aos tais “amigos” por fazerem a diferença e me ajudarem a perceber a qualidade dos meus verdadeiros amigos.
Estou à espera de mais um ano, com todas as emoções que compõe a nossa vida, pronta para amar, para viver, sorrir, chorar (de alegria, espero) sem barreiras, sem traumas.
Obrigada a todos.


Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
(...)
Vinícius de Moraes

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Signo de Balança



Nascidos entre 24 de Setembro e 23 de Outubro
Governados por Vénus
Elemento: Ar

Costumo chamá-los de grandes diplomatas do Zodíaco.

Os nativos de balança são extremamente gentis, doces, conciliadores, hábeis, agradáveis, suaves e com um enorme sentido de justiça. São puro amor, pura afectividade, não fossem eles governados por Vénus, o planeta doo amor.

São muito sensíveis e projectam no outro esta sua sensibilidade. Por isso procuram não ferir e evitam ser agressivos – olham para os outros segundo os seus parâmetros próprios. Para não ferirem e não magoarem muitas vezes deixam de agir da melhor forma para si próprios, acarretando cargas e assumindo situações desnecessárias que muitas vezes se voltam contra si próprios. Esta sua maneira de ser muitas vezes faz com que os menos sensíveis os vejam como fragilizados e moldáveis, e queiram tirar vantagem nisso. Dai talvez fique a sugestão para que o nativo de balança aprenda a equilibrar a predominância do outro sobre si próprio. Imponha os seus limites e lembre-se que fincar pé e pensar em si próprio não é pecado.

Como os outros signos de ar o balança é mental mas a sua inteligência é sinónimo de compreensão.

O nativo de balança vive numa luta constante entre a necessidade que tem de amar e a de agradar. Procura encantar toda a gente mesmo que isto lhe saia do pêlo. Devem aprender que não precisam tanto da aprovação dos outros e que se não ganharem o título de “Miss Simpatia” não há mal nenhum. O importante é que estejam bem.

Têm um enorme poder de argumentação e para exercitá-lo adoram colocar-se do outro lado das questões. Mas não é bem pela discussão, e sem nenhuma conotação de agressividade., mas sim pelo questionamento.

Adoram congregar, reunir amigos pois adoram as pessoas. Mas, cuidado, não se engane, pois para eles 5 pessoas juntas já é uma multidão.

O nativo de balança vive em busca da harmonia, com um elevado senso estético e com uma sensibilidade extrema para ver e apreciar o belo. Podemos dizer que muitas vezes têm alma de artistas – embora com mais jeito para serem executantes do que para compositores.

No entanto não podemos esquecer que a balança que simboliza este signo é das antigas – de pratos, assim se de um lado estão todas estas características, no outro estão as outras que os levam a poderem ser aborrecidos, obstinados, agitados, deprimidos e confusos. Assim sendo os nativos de balança oscilam entre esses 2 lados, e o objectivo será fazer com que a balança fique em equilíbrio, com os 2 pratos no mesmo nível.

Há sempre uma grande alternância nas emoções dos librianos. Emoções sempre ricas, sejam elas positivas ou negativas. Aliás eles têm uma forma filosófica de abordar as suas emoções.

Outra característica engraçada dos nativos de balança é a capacidade de passarem de uma fase de enorme actividade, em que são capazes de estar a trabalhar 24 horas por dia durante bastante tempo, para de seguida passarem por fases de inactividade quase total em que parecem velhos ursos a hibernar. Não querem mexer um dedo… no máximo podem mexer-se para pegar num livrinho ou revista. E lá ficam eles a “aboborar” como as abóboras ao sol nos telhados da província.

Mas… uma vez que entre outra vez em actividade, haja fôlego para os acompanhar!!!! Dê corda nos seus sapatinhos e prepare-se com muita energia para aguentar a pedalada. Na verdade eles quase que precisam fisicamente desta alternância entre a actividade frenética e o descanso quase que comatoso.

O homem de balança é sobretudo um sentimental que não consegue resistir ao fascínio que exerce nos outros. Gosta do amor pelo que o amor provoca em si: a possibilidade de voar, de sonhar, de conversar com a lua, contar estrelas… enfim de exercitar o seu romantismo. Adoram mulheres misteriosas e até inacessíveis.

A mulher de balança é muito romântica, acredita muito na felicidade a dois, e, é daquelas que tudo fará para que a sua relação dê certo. Mas precisa que o seu parceiro continuamente mostre que ela continua a ser a rainha do seu coração. Se um dia percebe que não é assim, pode facilmente mudar de amor. Também é incomum a forma como olha para as relações depois de terminadas: não é de guardar rancores e acaba por agarrar-se às partes boas e positivas da relação.

Se há quem os acuse de querer ver a vida através de lentes cor de rosa, eu respondo: deixem-nos lá . O rosa é lindo e a vida também pode ser linda…


Heloisa Miranda
sapozen@sapo.pt



Mulher:A mulher do signo balança é extremamente feminina, por isso frágil e delicada. A mulher do signo balança gosta da sedução, e não na intrusão. Com a mulher do signo balança, o prazer é alcançado através de uma abertura que é conseguida subindo degrau a degrau a escada da sedução. A mulher do signo balança possui uma forte tendência exibicionista, e se souberem usar a chave certa no momento certo, não demorará nem mais um segundo para obter dela o fruto mais desejado…. ela fará tudo o que se queira, abrindo-se totalmente aos desejos do amante. As nádegas, são um dos pontos fortes da beleza da mulher do signo balança. A mulher do signo balança encontrará tórrido prazer com homem do signo gémeos ou aquário.

Homem:o homem do signo balança gosta de mulheres que se sabem produzir e apresentar. O homem do signo balança possui tambem um tórrido lado perverso, no qual menage á trois, voyeurismo e outras fantasias não escandalizam. Para o homem do signo balança, roupas insinuantes e que pareçam constituir pequena barreira a um avanço erótico, são uma chave sexual irresistível. Touro, leão, escorpião e aquário, pela sua força sexual, são os signos nos quais encontrará uma mulher altamente compatível no sexo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Que sejas bem-vindo Outono



SONATA DE OUTONO

Inverno não é ainda mas Outono
Na sonata que bate no meu peito
Poeta distraído, cão sem dono
Até na própria cama em que me deito

Inverno não é 'inda mas Outono
Na sonata que bate no meu peito
Acordar é a forma de ter sono
No presente e no pretérito imperfeito

Mesmo eu de mim próprio me abandono
Se o rigor que me devo não respeito
Acordar é a forma de ter sono
No presente e no pretérito imperfeito

Morro de pé
Mas morro devagar
A vida é afinal o meu lugar
E só acaba quando eu quiser

Não me deixo ficar
Não pode ser
Peço meças ao Sol, ao céu, ao mar
Pois viver é também acontecer

A vida é afinal o meu lugar
E só acaba quando eu quiser

José Carlos Ary dos Santos

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Morreu o Mestre Malangatana

Há mais ou menos 1 ano e meio fiz este post dedicado ao mestre Malangatana, hoje venho repô-lo, para o homenagear mais uma vez,
e desta feita no dia da sua partida deste mundo.
Pintor Malangatana vai receber Honoris Causa da Universidade de Évora.
Malangatana Valente Ngwenya, que já possui um título idêntico atribuído pela Universidade Politécnica de Maputo, afirmou que recebeu a notícia "com grande satisfação" e que ficou "muito contente".
Malangatana ,nasceu em Matalana, distrito de Marracuene, a 6 de Junho de 1936, é um dos pintores moçambicanos mais conhecidos em todo o mundo.
Em 1997 foi nomeado pela UNESCO "Artista pela Paz
É poeta, dançarino, actor, cantor, instrumentista e animador sócio cultural

A Coruja
A coruja agoira-me
e diz-me que nunca chegarei
além onde o desejo me leva
e assim evapora-se o sonho;

O tambor foi tocado
na noite densa do feitiço
enquanto Kokwana* Muhlonga
apitava o Kulungwana* mortal;

Na noite sem estrelas
dois gatos pretos iluminaram a cabana da Kokwana Hehlise
que morreu depois dos gatos terem miado.

Eu lutando comigo só
é impossível vencer as ondas
que feiticeiramente me esboçam
as corujas, gatos e tambores.

Poema de Malangatana

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Canções de liberdade

Bob Marley - O Canto do Cisne



Velhos piratas, sim, eles me roubaram;
Venderam-me para navios mercantes,
Minutos depois de eles me terem tirado
da "lagoa profunda"
mas a minha mão foi fortalecida
pelas mãos do todo poderoso,
nós avançamos nesta geração
triunfantemente

Tudo o que eu sempre tive
foram canções de liberdade,
você não irá ajudar-me a cantar essas
canções de liberdade?, porque tudo o que eu
sempre tive foram canções de liberdade,
canções de redenção.

Liberte-se da escravidão mental, ninguém
além de você pode libertar sua mente, não
tenha medo da energia atómica, porque eles
não podem parar o tempo, por quanto tempo
vão matar os nossos profetas, enquanto nós
permaneceremos de lado olhando.
Sim, alguns dizem que é apenas uma parte de
nós, temos que cumprir o livro.

Você não ira ajudar-me a cantar essas canções
de liberdade? Porque tudo o que eu sempre tive
foram canções de redenção. Tudo o que
eu sempre tive foram canções de redenção
essas canções de liberdade, canções de
liberdade.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tu não sabes...




Tu não sabes
Quanto tempo vais poder
Dizer: «Este sou eu»,
Gritar que o chão é teu,
Tu não sabes,
Que o céu chama por ti,
Quando à noite te sorri,
Quando as pétalas se abrem
Só por si,
Tu não sabes.

Tu não sabes
Quanto tempo irás pedir
Quando o sangue te fugir,
Quando o punho se fechar
Sobre ti,
Tu não sabes,
Que o sonho não morreu
Quando o beijo se perdeu,
Que a manhã não acabou
Só por nós,
Tu não sabes.

Que palavras vais usar
Quando o sono não vier,
Quando a noite te disser:
«Vem comigo».
Que loucura irás dizer
Quando a mão que te apertar
Te pedir para ficares
Só mais um dia,
Tu não sabes,
Tu não sabes,
Tu não sabes.

Tu não sabes
Quantos rios se vão deter,
Quantos olhos vão beber
Nas palavras que colaste
Junto ao peito,
Tu não sabes,
Que os teus dedos são já meus,
Que se vão fechar nos teus,
Quando os barcos se despedem
Na maré,
Tu não sabes.

Que palavras vais usar
Quando o sono não vier,
Quando a noite te disser:
«Vem comigo».
Que loucura irás dizer
Quando a mão que te apertar
Te pedir para ficares
Só mais um dia,
Tu não sabes,
Tu não sabes,
Tu não sabes,
Tu não sabes…

Pedro Abrunhosa

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O passarinho e o motard



Desculpem, mas não me ocorre nada melhor. Ando desanimada, é a politica da treta, o futebol de 3ª, em fim...vai uma anedota para animar?? E se pensarem bem, esta até vem a propósito, vejam lá se vos faz lembrar alguém?

Motociclista a 140 km/h numa estrada.
De repente deu de encontro com um passarinho e não conseguiu esquivar-se:
Ahhhh!!!
Pelo retrovisor, ainda viu o bichinho dando várias piruetas no asfalto até ficar estendido.
Não contendo o remorso ecológico, ele parou a moto e voltou para socorrer o bichinho.
O passarinho estava lá, inconsciente, quase morto.
Era tal a angústia do motociclista que ele recolheu a pequena ave, levou-a ao veterinário, foi tratada e medicada, comprou uma gaiolinha e a levou para casa, tendo o cuidado de deixar um pouquinho de pão e água para o acidentado.

No dia seguinte, o passarinho recupera a consciência.
Ao despertar, vendo-se preso, cercado por grades, com o pedaço de pão e a vasilha de água no canto, o bicho põe as asas na cabeça e grita:

- PUTA QUE PARIU, MATEI O MOTARD!!!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Opinião de um homem sobre o corpo feminino


(Jaime Olaya)





Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor ideia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheiinhas, femininas... . Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fracção de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.

A maquilhagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas... Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam connosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulémica e nervosa logo procura uma amante cheiinha, simpática, tranquila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objectiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em Setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (sem sabotagem e sem sofrer); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.


Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesarianas e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.

Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!
A beleza é tudo isto.

Paulo Coelho

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O "Semeador de Estrelas"

é uma estátua que está em Kaunas, Lituânia.
Durante o dia pode até passar despercebida, como mostra a foto.




Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu título. Com a escuridão o seu nome passa a fazer sentido.


O efeito de luz e sombra semeia as estrelas.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lisboa em Agosto

Adoro Lisboa em Agosto.
Chegamos a horas a todo o lado, não temos filas de trânsito.
Os transportes públicos circulam a horas e com lugares para nos sentarmos
Há estacionamento com fartura, não há a 3ª fila!!
Não é preciso marca mesa no nosso restaurante preferido.
Não precisamos de ir para o cinema ou teatro 1hora e meia antes, não há filas.
Na nossa mercearia o queijinho fresco e o pão saloio não acabaram, a fruta não está toda amachucada.
Os telefones não tocam.
Da rua não se ouvem buzinadelas.
Respira-se muito melhor, as roupas não ficam a cheirar mal.
As ruas, principalmente dos centros históricos, estão cheias de turistas, mas como são peões e na sua maioria civilizados, torna o passeio agradável e Lisboa está alegre.
Não fora esta crise/gripe sobre as nossas cabeças e eu diria que estamos felizes em Lisboa.
Senhores stressados, malcriados e barulhentos, não voltem, fiquem lá pelos Allgarves ou onde quer que estejam, mas fiquem, Lisboa agradece!

(a foto foi retirada do google)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Dúvidas!!













Apetecia-me fazer um post alegre, simpático, para deixar aqui o espírito com que vou para fim-de-semana.
Mas não consigo ficar indiferente a duas notícias, uma que ouvi ontem à noite e outra que ouvi hoje pela manhã. A saber:

Uma atleta sul-africana, ganha a medalha de ouro e logo a seguir põe-se em causa se é mesmo mulher ou não, que raios, não são os atletas olímpicos sujeitos a exames médicos, periódicos?
Foi preciso a pessoa chegar onde chegou para se reparar nela, para se pôr em causa o seu género?
Já não basta a pessoa, no caso de serem verdade as suspeitas, viver com esse tormento (chamo-lhe tormento porque é escondido), como agora tiram-lhe a medalha de ouro em público!
Não terá a pessoa direito à sua privacidade? E dizem-me, mas a pessoa se calhar sabia que não poderia participar…ok. Mas volto a perguntar e responsabilidades médicas, não???
A outra questão, diz respeito à senhora grávida que se dirigiu a 3 hospitais para que lhe fosse diagnosticado o H1N1, e por fim teve que fazer uma cesariana e agora está em estado “reservado”, não percebo. Devo preocupar-me comigo, com os meus, que riscos corremos, afinal?
Se telefonamos para a linha da saúde ninguém atende. Se vamos ao hospital ninguém reconhece a doença…Sinceramente não sei se devo ter medo da doença se da falte de apoio!?
Ainda assim, bom fim-de-semana.

(as fotos foram retiradas do google)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

PARABÉNS MEU AMOR!


Menino
No colo da mãe
a criança vai e vem
vem e vai
balança.
Nos olhos do pai
nos olhos da mãe
vem e vai
vai e vem
a esperança.

Ao sonhado
futuro
sorri a mãe
sorri o pai.
Maravilhado
o rosto puro
da criança
vai e vem
vem e vai
balança.

De seio a seio
a criança
em seu vogar
ao meio
do colo-berço
balança.

Balança
como o rimar
de um verso
de esperança.

Depois quando
com o tempo
a criança
vem crescendo
vai a esperança
minguando.
E ao acabar-se de vez
fica a exacta medida
da vida
de um português.

Criança
portuguesa
da esperança
na vida
faz certeza
conseguida.
Só nossa vontade
alcança
da esperança
humana realidade.

Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

QUERIDO RAUL SOLNADO




Adorei conhecer-te, privar contigo foi uma honra, ouvir as tuas histórias foi um privilégio, o que nós rimos a bandeiras despregadas será inesquecível.
Faz o favor de ser feliz, onde quer que estejas.
Até sempre amigo.


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

JAMES NO ALGARVE

Hoje estes senhores vão estar no Algarve, no festival Rock One.
...eu também queria lá estar, mas deveres profissionais e familiares prendem-me a Lisboa!!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Apenas um desabafo futebolístico



Estou tão triste, tão decepcionada, que nem sei que comentários tecer em relação ao jogo de ontem.
Dizem-me os meus amigos mais “futebolisticamente irracionais”: Mas ganhámos, e no futebol o que conta são os resultados!
Eu não concordo, eu gosto de ver jogar e o Sporting não tem jogado nada e não é por falta de preparação física, como diziam ontem uns comentadores no fim do jogo, é por falta de preparação mental, digo eu.
O jogo foi uma m**** e não mereciam ter ganho, ponto!!
Não me imagino a seguir o Sporting uma temporada inteira para ver este tipo de jogo.
Muito sinceramente, acho que vou passar a ver a liga inglesa ou a espanhola?!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Verão de 2009

Foi com este senhor que terminei as minhas férias de verão de 2009
O senhor é simplesmente espectacular!!!


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Eu, vou sentar-me à beira do mar.

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e nao estamos de maos enlaçadas.
(Enlacemos as maos.)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e nao fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as maos, porque nao vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixoes que levantam a voz,
Nem invejas que dao movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagaos inocentes da decadencia.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as maos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.

Ricardo Reis

quarta-feira, 15 de julho de 2009

BOA OBAMA!!



"O presidente norte-americano Barack Obama informou hoje o Congresso de que irá suspender, a partir de 1 de Agosto e pelo período de seis meses, a aplicação da lei Helms-Burton – que desde 1996 impõe duras sanções a Cuba."
in: Sol Online

terça-feira, 14 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Bom fim-de-semana



Hoje vou contar uma história (de fim-de-semana) que ouvi há muito tempo, contada por um amiguinho que na altura tinha uns 5 ou 6 aninhos (e hoje é maior que eu…) o Lucas. Claro que quando a criança contava esta história nós nos riamos muito sobretudo porque ele não fazia ideia do que dizia, e ele insistia em contar esta história porque nós nos riamos muito…

A história das 3 fadas
Era uma vez uma Prinçusa que vivia muito suzinha no seu castalho.

Um dia, conheceu um Pinçuso que vivia ali num castalho próximo, enviou-lhe um convite para que este a visitasse e pusesse cobro à sua tremenda solidão.

O Prinçuso que vivia também em grande isolamento, aceitou com agrado o convite da Prinçusa e preparou-se a si e à sua montada para tão desejada visita.

Numa bela manhã, montou então o seu cavalo e cavinhou, cavinhou, cavinhou, pelas estradas da florista ao encontro de tão nobre Dunzela.

Chegado ao castalho, o Prinçuso encontrou aí um bando de malfeitores que aprisionavam a sua Pinçusa numa das turres do seu castalho.

Empunhado a sua espada e lutou com bravura, contra esses temidos malfeitores, eliminando um após outro até ter o derradeiro combate, que acabou por vencer, perante admiração geral de todos os presente.

Então, subiu à turre, arrombou a purta da cela da sua Dunzela e correu para a sua beira lançando-lhe o seu sedutor olhar.

Derrotado que foi o inimigo, sua Prinçusa lançou-se então em seus braços, elogiando o destemido Princuso com gestos amorosos de eterna gratidão.

O Prinçuso, não resistindo à sensualidade de sua Dunzela, deitou-a no leito e num gesto de amor e paixão deu-lhe 3 fadas.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

"...et moi ralé!"



Crise, qual crise? O CR9 está cada vez mais rico!
Gripe, qual gripe? O homem morreu foi por causa das plásticas!
Vocês fazem cada confusão, por amor da santa!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Viva Hoje!


Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo
Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
Justamente as que resgatam o brilho dos
Olhos e os corações aos tropeços.
Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos...
Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !

(Pablo Neruda)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Colete Encarnado



Nas ruas ouve-se música desta...
Se forem a Vila Fresca, nome verdadeiro Vila Franca de Xira, não sei nem quando, nem porque é que lhe chamo assim!? Mas dizia eu, se forem a Vila Fresca este fim-de-semana vão assistir à Festa do Colete Encarnado, uma festa de homenagem ao campino. Festa de 3 dias com largada de toiros,espectáculos de musica, sobretudo folclore e muita, mas muita sardinha assada e vinho tinto. Espreitem o programa aqui

terça-feira, 30 de junho de 2009

Ausência ( serenizada )



"Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas. Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada."

Vinicius de Moraes

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A actriz Farrah Fawcett morreu esta quinta-feira, em Los Angeles, aos 62 anos de idade.



Farrah foi vítima de cancro do cólon, doença que lhe havia sido diagnosticada em 2006. Aproveito para alertar as minhas amigas para o rastreio deste e de outros cancros, que, se forem diagnosticados atempadamente podem ter cura. Nunca é cedo de mais para prevenir o ataque de um assassino.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Viajem a Paris, Texas

Hoje vou levar-vos numa viajem.
no espaço: Paris, Texas
no tempo: 1984
na mente: para começar, ouçam a música.



Quem é que não viu este lindíssimo filme, digo eu?
Não vou falar nem da qualidade do Wim Wenders, nem da fotografia.
Alienação total dos valores sociais, a procura, e o desejo de reconstrução interior.
Todos nós em certa altura das nossas vidas queremos ser soltos, não estar presos nem a conceitos nem pessoas nem a sentimentos. Ser solitários.
Este filme funcionava para mim, (digo funcionava porque o vi umas 4 ou 5 vezes) quase como uma ida ao confessionário, eu via o filme e arrependia-me dos meus pensamentos e queria recuperar "o perdido", Eu viajava ao passado que ainda não tinha vivido.
Aquela procura de si mesmo, fascinava-me, o ter coragem para ser solitário, para saber e conhecer-se muito bem, sem influência de ninguém nem de nenhum conceito…e depois, puder voltar e reconquistar os meus amores (família e amigos)
Não era sinónimo de uma alma egoísta, porque a personagem despiu-se de todos os valores e quando voltou não exigiu nada, nem tão pouco que o aceitassem, mais tarde, verifica - se que Travis quer tanto e ama tanto a sua família como todos nós…
Não seria bom que todos pudéssemos ir por aí em busca de nós próprios, e não exigirmos aos outros que nos digam quem somos?
Não seria bom que nos amassemos em vez de exigir que os outros nos amem primeiro?
Eu acho que este filme nos convida a pensar sobre a felicidade, a família e o amor, e sobre o potencial pernicioso que temos para com tudo isto.
E depois, no final do filme aquele diálogo entre Travis e a mãe do seu filho, meu Deus…chorei, sempre, baba e ranho!!!
Acho que vou voltar a ver este filme, afinal de contas já não o vejo para aí há uns bons 15 anos!?

É VERÃO!!!!!!



A areia ainda está quente
O Sol está pôr-se
A caipirinha está deliciosa
O Reggae ouve-se ao fundo
Isto é verão!!!

terça-feira, 16 de junho de 2009

A tua vida dava um filme?

A Minha Matilde & Cª presenteou-me com um desafio cinéfilo.
Fico muito honrada e agradecida, e, espero sinceramente que Hollywood se interesse.
Aqui vai, e com banda sonora, porque como sabem não consigo dissociar a minha vida da música (não fosse eu casada com um musico).
A ordem é completamente aleatória.

O desafio consiste em:
- Escolher 5 situações da vida para passar em câmara lenta.

1 – Estar à mesa com amigos


2 – Viajar


3 – O dia do meu casamento



4 – O nascimento do meu filho


5 – Um duche quente



- Passar o desafio a 12 blogs e informa-los.

Os nomeados são:
A arte de bem Fotografar
Com Camisinha
Dio Dast
Esquissos
Manhã de Inverno
Os contos de Canto
Som do Silêncio
Poliedro
Re-legio
Rotativas
Sentimentos
ZeManel

Força, boa sorte!!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Portugal, Portugal


Patriota? Não: só Português
Patriota? Não: só português.
Nasci português como nasci louro e de olhos azuis.
Se nasci para falar, tenho que falar-me.•

Alberto Caeiro, in "Fragmentos"





Portugal
Avivo no teu rosto o rosto que me deste,
E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que não te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Serás sempre o que sou.

E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:

Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.

Miguel Torga, in 'Diário X'

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Bom fim-de-semana

Ouçam esta senhora, é espectacular.





Domingo é dia de eleições, nem que seja em branco, votem.



Votar nas "Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo®".

sexta-feira, 29 de maio de 2009

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Dia 1 de Junho



Brincadeira de Crianças

Todo mundo brinca
Não importa sua raça.
Vem aqui comigo,
Senão não vai ter graça...

A gente brinca de pega-pega,
E também de pik-esconde,
Que tal de cobra-cega,
Vamos brincar aonde?

Boa idéia a sua,
No parque é muito bom.
Porque ela é branca
E ele é marrom?

Ora neném,
Cada um tem sua cor.
Veja você,
É um bem claro marrom...

Polícia e ladrão,
Elástico e corda,
Passa-anel e babalu,
A gente sempre recorda...

Aline Vonzodas Garroux
(9 anos)


As crianças são o futuro do Mundo...

Para termos um mundo melhor e mais justo, devemos começar por respeitar as crianças. Respeito é algo que se inclui também na educação dada aos nossos filhos. São as crianças que neste mundo evoluído, cheio de tecnologia e ciência, mais sofrem com a fome, a falta de cuidados de saúde, a pobreza, o abandono, o trabalho infantil, a pedofilia, etc.… O vídeo que se segue, fez-me chorar quando o vi pela 1ª vez, agora faz-me corar de vergonha, e pensar que os direitos consagrados são de uma hipocrisia pura. Como é que pudemos andar para aí a dizer que as “crianças são o melhor do mundo” e depois deixamos estas atrocidades todas acontecerem à nossa porta!? Até na nossa casa… vão ver as bonecas e os bonecos dos vossos filhos, de que cores são? Vamos deixar de bater no peito e começar a dar murros na mesa.




Links úteis para melhor comemorar este dia:

INICEF

Declaração Universal dos Direitos da Criança

Vem viver a Música
Segunda-Feira, 1 de Junho 2009 // 15:00 h


E para complementar vá ler um poema no meu outro blog

terça-feira, 26 de maio de 2009

Viva!



Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.

Já abracei para proteger,
já me ri quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“Quebrei a cara muitas vezes”!

Já chorei a ouvir música e a ver fotos,
já liguei só para ouvir uma voz,
já me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei por perder).

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!

Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” para ser insignificante.

Charles Chaplin

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fugas a Pé

Para o fim-de-semana, deixo-vos uma sugestão
Se gosta de andar a pé, se gosta de fazer caminhadas, se gosta de desfrutar da Natureza, aproveite amanhã sai com o Público o Livro “Fugas a Pé”.
Para tirar o maior proveito das suas caminhadas quer em termos de saúde, quer em termos geográficos o Dr. Carlos Alberto Cupedo, elaborou um autentico manual para caminhadas.
E nós, amantes da natureza e das caminhadas, desde já agradecemos.




Mais informações aqui

terça-feira, 19 de maio de 2009

Amor...ortográfico?






Esta redacção é feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa. É longa, mas vale muito a pena ler até ao fim.



"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.

Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.

Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.

Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.

Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.

Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.

Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.

Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

Nisto a porta abriu-se repentinamente.

Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.

Que loucura, meu Deus!

Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.

Só que, as condições eram estas:

Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva. "

quarta-feira, 13 de maio de 2009

You and I both live

Meus amigos,
desculpem-me mas eu adoro as letras deste Sr. Jason Mraz




Boa semana.
(vejam tb o video da semana, mais a baixo)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

E o que é que eu faço comigo?



“Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prémio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reacção contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco.”
(Memórias de Minhas Putas Tristes - Pg. 74)
Gabriel García Marquez

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vasco Granja



Quem não se lembra das suas memoráveis apresentações dos desenhos animados estrangeiros?
Bonecos feitos de plasticina, cordel…tanta imaginação!?
Quero prestar a minha homenagem a Vasco Granja, pelas horas felizes que passei em frente ao televisor rindo à gargalhada.
Obrigada Vasco Granja, até sempre!!!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Dia da Mãe



Desejo que todas as mãe sejam tão felizes como eu sou



Ser mãe
É amar
Antes de o ser
É sentir orgulho
No ventre
Que vai crescer
Ser mãe… não é parir
É muito, muito mais
É amar… dar
Sofrer … perdoar
É mentir para salvar

Mas… ser mãe
Também é receber
É colher o amor
Que semeou
É sentir o amor
De quem sempre amou
Ser mãe …é correr
Antes de ser chamada
Beijar … antes de ser beijada
Perdoar… ainda que nunca
Seja perdoada!
"cly"

sexta-feira, 24 de abril de 2009

25 de Abril



25 de Abril
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen"



Revolução do 25 de Abril de 1974
Também denominada por Revolução dos Cravos, a revolução do 25 de Abril decretou o fim da ditadura do Estado Novo.A revolução foi pensada, programada e levada a cabo por um grupo de militares descontentes com o regime e a situação militar resultante da guerra colonial.
Estes militares, na sua maioria capitães, uniram-se no chamado "Movimento das Forças Armadas" (MFA), e na madrugada do dia 25 tomaram os principais pontos estratégicos da capital. "Na tarde desse mesmo dia, o presidente do Conselho, Marcelo Caetano, rende-se no Quartel do Carmo, cercado pelos carros de combate do capitão Salgueiro Maia".
A população apoiou desde o primeiro minuto o MFA, facto que se tornou decisivo para a vitória do movimento. O povo percebeu que os capitães tinham a vontade de restaurar liberdades há muito perdidas e enterrar um regime podre e caduco.
Com a revolução dos cravos regressam as liberdades de opinião, de expressão e de imprensa. Fala-se sem medo de ser punido por aquilo que se diz e pensa.


"Grândola, Vila Morena" é a canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, no Alentejo, e teria sido banida pelo regime salazarista como uma música associada ao Comunismo. Às zero horas e vinte minutos do dia 25 de Abril de 1974, a canção era transmitida na Rádio Renascença, a emissora católica portuguesa, como sinal para confirmar as operações da revolução. Por esse motivo, a ela ficou associada, bem como ao início da Democracia em Portugal.

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade


... E agora uma viajem com Cristina Sampaio - 25 de Abril: Fora de Moda



http://vimeo.com/4317883

domingo, 19 de abril de 2009

As aparências iludem

Na nossa sociedade, cada vez mais somos julgados pela aparência, pelo que vestimos, (as marcas, a febre das marcas!?) que carro temos, em que tipo de casa moramos, etc.
Sinais exteriores de riqueza é tudo o que procuramos nas pessoas. A embalagem é que vende o produto.
Já não apresentamos amigos por terem connosco hobbies em comum, gostos pelo mesmo tipo de leitura, musica, desporto, mas sim que cargo desempenham, que carro acabou de comprar, etc!?
"As aparências iludem", é uma expressão muito antiga que faz cada vez mais sentido. E neste vídeo isso está bem patente, como o publico despreza uma pessoa que não conhecem, a não ser só aquela figura que se lhes apresenta ali na frente deles, naquele momento.
Eu não sou melhor que as outras pessoas, na maioria das vezes também julgo pela aparência... neste caso também faria a mesma figura que estes senhores.
Quando visionei este vídeo pela 1ª vez já sabia que ia ser surpreendida, já tinha lido o texto que a seguir se segue, mas mesmo assim... senti vergonha de mim...
Vejam bem este vídeo e sobretudo ouçam-no!!


http://www.youtube.com/watch?v=9lp0IWv8QZY

Don't judge a book by its cover.
Forget her amazing voice and watch how everyone was judging her.
Look at the reaction of the judges and audience when they "HEAR" her!
They are amazed and HAPPY.
The world needs that right now.
Just for anyone to look at this and realize we have to stop
judging people and feeling superior because of how someone looks
is a lesson the world needs.
"GentleSoul4Peace"

sexta-feira, 3 de abril de 2009

WPC e Bordalo no Sintra Museu de Arte Moderna Colecção Berardo

A exposição de trabalhos seleccionados para o World Press Cartoon Sintra 2009 vai uma vez mais acontecer no Sintra Museu de Arte Moderna Colecção Berardo, ocupando todo o primeiro andar do belíssimo edifício dos anos 20 do século passado. Este ano, o World Press Cartoon terá a companhia, no piso térreo, de uma rara retrospectiva do trabalho gráfico e da cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro. As duas exposições estarão abertas ao público entre 18 de Abril e 14 de Junho. O Sintra Museu de Arte Moderna Colecção Berardo fica na Avenida Heliodoro Salgado, em 
Sintra.



Ameaça... ou oportunidade?
Antes de haver fotografias nos jornais, já havia caricaturas e cartoons. A agressividade crítica dos grandes caricaturistas do século XIX não encontra paralelo nos dias de hoje, quando somos muito mais comedidos na forma de abordar as personagens, os acontecimentos e os traços culturais que distinguem os povos. A chegada da fotografia não ameaçou a caricatura. Pelo contrário, foi uma oportunidade para abrir caminho a um jornalismo mais visual, onde o comentário através do cartoon casou na perfeição com o fotojornalismo. Os jornais diversificaram-se, conquistaram novos públicos e afirmaram-se, por todo o mundo livre, como referência democrática de cidadania.
Ventos adversos castigam actualmente a imprensa es­­crita na Europa e nas Américas. Não se trata de ameaças à liberdade de expressão por via de medidas censórias ou do controlo de regimes totalitários. O perigo, desta vez, parece vir da própria cidadania: os leitores estão a abandonar os jornais!
Títulos que fecham, as tiragens e as vendas em queda livre, as receitas de publicidade e de assinaturas em retracção permanente. Será que o cartoon vai ser uma das primeiras baixas desta crise global da imprensa do mundo livre? A ameaça aí está. Mas pode ser transformada em oportunidade.
Cartoons, caricaturas, desenhos de humor, têm nas nossas vidas um lugar insubstituível. Porque são a ponte natural entre os dramas do quotidiano e aquele sorriso que nos faz sentir que há uma saída para tudo. E há mesmo.
Cortar na qualidade do jornalismo e da oferta dos jornais, de que os cartoons são parte essencial, não vai ajudar a imprensa a sobreviver. Pelo contrário, será reforçando a qualidade dos jornais – lendo em permanência os interesses e tendências dos públicos – que se poderá atravessar este vendaval de perdas. O que estamos a viver não é mais do que um ajustamento natural a novos tempos.
Seja pela integração equilibrada de edições em papel e edições on-line, seja pela reestruturação de conteúdos e modelos de produção, há já muitos bons exemplos de sucesso por esse mundo fora. Nenhum deles prescindiu dos desenhos de humor nas suas páginas.
Para os cartoonistas são, portanto, tempos de adaptação a uma nova relação com os jornais e os seus públicos. Também eles precisam de olhar o futuro com confiança, integrando no seu trabalho (a par dos valores imperecíveis da liberdade, dos direitos humanos e da democracia) novos elementos críticos, em sintonia com os interesses dos que os lêem e vêem. Quem melhor do que os criadores para responder criativamente às adversidades?...A selecção final do júri do salão de 2009 do World Press Cartoon prova a vitalidade do cartoon editorial nas sete partidas do mundo. Os factos e os protagonistas de um ano inteiro da vida da nossa aldeia global em 401 desenhos, vindos de 62 países, publicados por 273 jornais que se exprimem em dezenas de línguas diferentes. Uma mesma pessoa não seria capaz de ler as notícias que vêm nesses jornais todos. Mas todos podemos ver (e entender) estes cartoons e caricaturas. A linguagem do desenho de humor na imprensa é mesmo universal!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Les Enfoires 2009 - Ici les Enfoires





On nous avait dit “c’est pour un soir”
On est encore là vingt ans plus tard
Ici les Enfoirés
Oh oh oh rejoins notre armée

Les saltimbanques c’est pas sérieux
Mais les ministères n’ont pas fait mieux
Ici les enfoirés
Oh oh oh rejoins notre armée

Faut-il chanter contre les misères
Ou bien se taire, passer, ne rien faire
Ici les Enfoirés
Oh oh oh rejoins notre armée

Chaque année plus de gens secourus
Mais chaque année plus encore à la rue
Ici les Enfoirés
Oh oh oh rejoins notre armée

Chanter, chanter même à en pleurer
Entre un rêve et la réalité
Ici les Enfoirés
Oh oh oh rejoins notre armée

Parfois je me demande à quoi ça sert
Espèce d’Enfoiré, chante et espère
Ici les Enfoirés
Oh oh oh rejoins notre armée

Et si tu trouves un jour la solution
On fêtera tous notre dissolution
Ici les Enfoirés
Oh oh oh rejoins notre armée

On nous avait dit “c’est pour un soir”
On est encore là vingt ans plus tard
Ici les Enfoirés
Oh oh oh rejoins notre armée

terça-feira, 24 de março de 2009

A Gestão do Tempo


Li em tempos um dos romances que mais me influenciou na minha maneira de ser, no valor que dou às coisas e ás pessoas, “O Principezinho de Saint-Exupéry”. E houve uma frase, então, que ficou para sempre na minha memória e que eu tento pôr em prática com as pessoas de quem realmente gosto: “Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante”.Estaremos nós a dedicar o nosso tempo às "coisas" que nos são realmente importantes?

“Vejam” este exercício:
Um consultor, especialista em 'Gestão do Tempo', quis surpreender a plateia durante uma conferência.
Tirou debaixo da mesa um frasco grande, de boca larga. Colocou-o sobre a mesa, ao lado de uma pilha de pedras do tamanho de um punho, e perguntou:
"Quantas pedras vocês acham que cabem neste frasco?" Após algumas conjecturas dos presentes, o consultor começou a colocar as pedras, até encher o frasco.
Perguntou, então: "Está cheio?"
Todos olharam para o frasco e disseram que sim.
Em seguida, ele tirou um saco com pedrinhas bem pequenas debaixo da mesa. Colocou parte das pedrinhas dentro do frasco e agitou-o. As pedrinhas penetraram pelos espaços encontrados entre as pedras grandes.
O consultor sorriu, com ironia, e repetiu: "Está cheio?"
Dessa vez, os ouvintes duvidaram: "Talvez não...".
"Muito bem!" - exclamou o consultor, pousando sobre a mesa um saco com areia, que começou a despejar no frasco.
A areia filtrava-se nos pequenos buracos deixados pelas pedras e pelas pedrinhas.•
"Está cheio?" – perguntou de novo.
"Não!" - exclamaram os ouvintes.
Pegou, então, um jarro e começou a deitar água dentro do frasco, que absorvia a água, sem transbordar.
Deu por encerrada a experiência e perguntou:
"Bom, o que acabamos de demonstrar?"
Um participante respondeu:
"Que não importa o quão cheia está a nossa agenda; se quisermos, sempre conseguiremos fazer com que caibam outros compromissos.”
"Não!" - concluiu o especialista - "O que esta lição nos ensina é que, se não colocamos as PEDRAS GRANDES primeiro, nunca seremos capazes de colocá-las depois.

E quais são as GRANDES PEDRAS nas nossas vidas? São os NOSSOS FILHOS, A PESSOA AMADA, OS AMIGOS, OS NOSSOS SONHOS, A NOSSA SAÚDE E A NOSSA EVOLUÇÃO ESPIRITUAL.
O resto é resto, e encontrará o seu lugar..."